
Noite. Mais uma noite em que o sono brinca de esconde-esconde. Ela senta-se em frente ao computador. Uma tela branca e fria abre-se a sua frente. Diferente de seu coração que pulsava forte e de seu corpo que explodia de desejo . Vagueou por oceanos perdidos, buscou notícias novas, assuntos outros que desviasse seu pensamento obsessivo. Perdida estava, perdida se sentia, perdida, sem rumo. As lembranças assombravam sua alma. A saudade torturava seu espírito, entre indas e vindas, ela sempre volta com a lembrança dele. Sentia falta dele. Sentia falta de sua voz, sentia falta do seu sorriso, sentia falta de suas palavras. Mas havia prometido. Era caso encerrado. Ela, mesmo com o coração dilacerado, prometera! Prometera que não mais falaria sobre o assunto. Busca ansiosamente maneira de esvaziar sua mente daqueles pedaços de alegria. Busca uma taça de vinho, emcharca-se de poesia, embriaga-se de música. Sente-se sozinha, solidão matreira, sempre a espreita . Aquela solidão que retalha a alma e invade cada espaço do seu ser. A madrugada avança. O quarto frio,um aparelho de ar faz um pequeno barulho,quebrando o silêncio da noite, o corpo gelado. Entre goles de vinho e sombrias recordações, vê um filme em câmara lenta passando. Flashs do que poderia ter sido e não foi!
Prometera não mais falar... não prometera não mais pensar!
O dia amanhece...
Um banho gelado. De volta a rotina, ao trabalho a vida!
Ela sabe que sua vida não parou alí!
Ela sabe que precisa viver!
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